
Por Nathália Schuwartz
Nos últimos dias, Itaperuna (RJ) tem sido palco de uma sucessão de escândalos e descasos que expõem, mais uma vez, a fragilidade da gestão municipal e o total desprezo pelos servidores e pela população.
De acordo com denúncias, descontos de FGTS e empréstimos consignados vêm sendo feitos diretamente nos salários dos funcionários, mas sem o devido repasse. A prática, além de vergonhosa, se enquadra como crime de apropriação indébita. Ao mesmo tempo, servidores de carreira reclamam de cortes indevidos, ausência de reajuste salarial e desvalorização profissional, criando um ambiente de insegurança e desmotivação dentro da máquina pública.
E os reflexos dessa má gestão não ficam restritos aos trabalhadores: a cidade sente os efeitos no dia a dia. A criminalidade aumenta, a saúde segue em estado crítico e os serviços públicos, cada vez mais precarizados, deixam a população sem amparo.
Diante de tantos problemas, o mínimo que se esperava das autoridades seria atitude firme, fiscalização e defesa do interesse coletivo. Mas o que se viu foi justamente o contrário. Em plena crise, o prefeito se reuni em busca de apoio político, ou mesmo de ofertar tal apoio. Em um encontro com a deputada federal Daniela do Waguinho, Nel promoveu uma verdadeira festividade para a recepção da parlamentar de Belford Roxo.
Essa movimentação política, em meio ao caos vivido pela cidade, soa como um tapa na cara do cidadão itaperunense. Enquanto o funcionalismo é desrespeitado e a população sofre, o prefeito apenas se ocupa com negociações eleitorais e articulações de bastidores.
O resultado é um retrato cruel: um governo Nel Medeiros mergulhado no descaso administrativo e em total silêncio e omissão frente aos problemas enfrentados pelo município.
Itaperuna não precisa de mais acordos políticos de ocasião. Precisa de gestão séria, respeito ao servidor, investimentos em segurança, saúde e serviços básicos. Até lá, a população continuará sendo vítima do abandono e da conivência de quem deveria representá-la.






