
A Agente Comunitária de Saúde Juliana Dias, que atua em Retiro do Muriaé, distrito de Itaperuna (RJ), foi demitida por telefone, de forma sumária e sem justificativa formal, segundo denúncias da própria comunidade. A decisão teria sido comunicada pela coordenadora Daniele Gouvêa, que informou que se tratava de “ordens superiores”.
Juliana é neta do senhor de 104 anos que na última semana passou por uma situação crítica de saúde e recebeu atendimento considerado negligente na UPA de Itaperuna. O caso só ganhou atenção após denúncia pública em grupos feitas por moradores do distrito e sem nenhuma participação de Juliana, quando então a idoso foi transferido.
Desde então, na última segunda-feira Juliana foi dispensada por funcionários da UBS de Retiro , o que levanta a suspeita de que sua demissão seja uma retaliação política. Vale ratificar que a mesma em momento algum teve participação na denúncia dos fatos amplamente publicados em grupos e editoriais.
A coordenadora Daniele Gouvêa teria marcado para conversar pessoalmente com Juliana e explicar os motivos do desligamento, mas não atendeu aos contatos desde as 8h da manhã desta terça-feira. Após insistência da profissional, a coordenadora limitou-se a repetir que “eram ordens superiores”.
Fontes locais apontam que Juliana é considerada uma das melhores agentes comunitárias de saúde da unidade, reconhecida por sua dedicação à população.
A comunidade de Retiro do Muriaé agora questiona: quem deu a ordem para essa demissão? Entre os nomes mencionados nos bastidores, estão o prefeito Emanuel Medeiros (Nel), o vice-prefeito Jair Bittencourt Neto, e o secretário municipal de saúde Sávio Saboia. Até o momento, nenhum deles se pronunciou sobre o caso.
O silêncio também se estende ao vereador da localidade, conhecido como Tatu, que não se manifestou sobre a demissão, aumentando a sensação de abandono entre os moradores.
Se confirmada a motivação, a demissão pode configurar perseguição política e assédio moral, práticas ilegais e graves.
A sociedade cobra respostas imediatas e a reintegração de Juliana Dias, caso fique comprovado que o desligamento foi motivado por retaliação.
Por Nathália Schuwartz






