Demissões por WhatsApp em Itaperuna expõem possível retaliação política e abrem crise jurídica na gestão municipal

O caso acende um alerta grave: a possível reedição de práticas antigas de controle político pelo medo. A ideia de que o Executivo possa “punir” vereadores que votam de forma autônoma usando servidores como alvo remete ao que chamamos de “coronelismo contemporâneo”, uma modalidade moderna de pressão política travestida de administração.

A Prefeitura de Itaperuna protagonizou neste domingo (16) um dos episódios mais controversos dos últimos anos ao demitir, por mensagens de celular, servidores comissionados ligados à vereadora Elia Cruz (PL). As exonerações ocorreram apenas cinco dias após a parlamentar votar pela aprovação das contas do ex-prefeito Alfredão e, segundo bastidores políticos, a coincidência é tudo menos casual.

Servidores relatam que foram instruídos a não retornar ao trabalho na segunda-feira. Nenhuma portaria, nenhuma publicação oficial, nenhuma explicação institucional. Apenas uma mensagem seca como se estivessem cancelando um lembrete, não encerrando vínculos que sustentam famílias.

“Demitir por WhatsApp não é só imoral é juridicamente questionável”

Especialistas em Direito Administrativo foram categóricos ao avaliar o caso: o procedimento é administrativamente frágil, fere princípios constitucionais e pode ser anulado judicialmente.

Mesmo servidores comissionados que podem ser exonerados a qualquer tempo dependem de ato formal. Ao optar por comunicar demissões via mensagem, a gestão atropela pilares básicos da administração pública: publicidade, moralidade, impessoalidade e motivação.

“Se a demissão serviu para punir o voto de uma vereadora, há desvio de finalidade. Ato com desvio de finalidade é nulo. É o tipo de conduta que derruba gestor.”

A vereadora relata que soube das demissões quase no mesmo momento que seus indicados. Para ela, o sentido do episódio é explícito:

“Isso é coronelismo. É retaliação política pura. Não tem gestão, não tem técnica tem perseguição.”

Elia Cruz afirma nunca ter visto prática semelhante em Itaperuna e considera o episódio um ataque direto ao equilíbrio entre os poderes, criando um ambiente de intimidação institucional.
Até agora, a Prefeitura não apresentou nenhuma explicação oficial, o que reforça ainda mais a percepção de irregularidade. O silêncio é revelador e pesa contra a administração, que pode ter aberto uma crise jurídica e política de grandes proporções.

Se confirmada a motivação política, o caso pode resultar em questionamentos no Ministério Público, ações de improbidade administrativa e processos individuais de servidores por dano moral.

Nathália Schuwartz

Itaperuna decide hoje o futuro político de Alfredão: contas reprovadas pelo TCE vão a votação na Câmara

A sessão desta terça-feira (11), marcada para as 13h na Câmara Municipal de Itaperuna, promete ser uma das mais tensas dos últimos anos. Os 13 vereadores irão decidir se acompanham ou não o parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), que reprovou as contas do ex-prefeito Alfredo Marques Rodrigues, o Alfredão.

A votação é decisiva: caso os vereadores confirmem o parecer do Tribunal, Alfredão poderá ficar inelegível, perdendo o direito de disputar eleições futuras. No entanto, há precedentes em Itaperuna que reacendem o debate sobre a autonomia do Legislativo municipal.

Antes da votação, o ex-vereador Glauber Bastos se manifestou nas redes sociais, declarando solidariedade a Alfredão e classificando o julgamento como uma tentativa de “assassinato político”.

“Estão assassinando o direito político de um homem que dedicou anos ao município”, escreveu Glauber em uma publicação que gerou ampla repercussão local.

A sessão deve atrair forte presença de apoiadores e adversários do ex-prefeito, com a expectativa de uma votação apertada e carregada de discursos políticos.

A discussão ocorre em meio a um cenário de crise financeira e dívidas acumuladas deixadas nos últimos anos, que continuam impactando a atual administração.
O ponto que chama atenção é que o atual prefeito, Emanuel Medeiros (NEL), era vice-prefeito de Alfredão, e agora enfrenta um momento político delicado, com licitações milionárias e cortes de gastos que já geram críticas entre servidores e moradores.

Nos bastidores, há quem diga que a mesma situação que atinge Alfredão hoje pode, no futuro, alcançar o atual gestor, caso as contas da atual gestão também enfrentem ressalvas do TCE.

A votação desta terça-feira vai além da análise técnica de números e balanços. Representa, segundo analistas locais, um divisor de águas na política itaperunense, que historicamente tem usado a Câmara como última instância para reabilitar ou enterrar carreiras políticas.

Independentemente do resultado, o caso Alfredão reacende a discussão sobre responsabilidade administrativa, alianças políticas e o poder da Câmara em definir o futuro político de seus ex-prefeitos.

Por Nathália Schwartz

Pré- candidato a deputado estadual Glauber Bastos prevê que Jair Bittencourt irá tirar Alfredão da política daqui a cerca de 60 minutos

Em um vídeo publicado em suas redes sociais o pré-candidato a deputado estadual e presidente municipal do partido Cidadania, Glauber Bastos previu que por uma manobra política e financeira o todo poderoso deputado estadual Jair Bittencourt irá reprovar as contas do ex-prefeito Alfredão através de vereadores que estariam sendo pressionados e ameaçados por “ Dom Corleone” , ou seriam subjugados por ele?

Na história política do município de Itaperuna/RJ até hoje apenas o ex-prefeitos Fernando Paulada, dr. Vinícius e Rogerinho tiveram suas contas reprovadas pela histórica Câmara de maioria republicana em pleno regime monárquico. Glauber em seu vídeo relembrou que foi seu o voto que garantiu a Alfredão o direito de elegibilidade e por consequência de eleição em 2020. Glauber também surpreendeu quando foi o ÚNICO vereador a votar favoravelmente as contas do ex-prefeito dr. Vinícius e sempre deixou claro que por coerência jamais votaria contra as contas de qualquer um que tivesse passado pela chefia do Poder Executivo. Em verdade muitos dos que se beneficiaram imensamente no governo dr. Vinícius foram covardemente contra o líder político quando ele deixou o mandato. Ao que tudo indica a cena deve se repetir hoje no salão nobre da Câmara de Itaperuna. Espera-se que o ex-prefeito Alfredão compareça pessoalmente para fazer sua defesa diante dos edis segundo apuramos.

Talvez os que mais se beneficiaram no governo Alfredão venham a ser os maiores traidores repetindo o que historicamente vem ocorrendo com ex-prefeitos, afinal de contas o atual Nel Medeiros pode pegar essa lição e como diz o ditado: “ colocar as barbas de molho”.

Veja pelo link abaixo a previsão do pré-candidato a deputado Glauber Bastos que poderá se cumprir em poucos minutos:

Mais de R$ 50 milhões em licitações e zero transparência: em Itaperuna

A matemática da gestão pública em Itaperuna é perversa: mais de R$ 50,5 milhões em licitações milionárias, mas salários cortados, servidores desvalorizados e uma Câmara silenciosa diante do que se tornou o retrato da contradição política no município.

Sob o comando do prefeito Emanuel Medeiros Nel, a Prefeitura alega “crise financeira” e publicou o Decreto Municipal nº 7.659/2025, que reduziu a carga horária, suspendeu gratificações e impôs cortes que afetam diretamente o funcionalismo público — o coração da máquina municipal.

Enquanto os servidores perdem renda e dignidade, os editais milionários seguem sendo abertos em ritmo acelerado. O mais recente, Edital nº 006/2025, prevê R$ 31.580.056,98 para pavimentação e manutenção de vias públicas. Antes dele, outro processo de R$ 19 milhões foi lançado para limpeza urbana.
Somados, são mais de R$ 50,5 milhões em contratos uma cifra que escancara o abismo entre o discurso de austeridade e a prática do poder.

“Cortaram nossas horas, nossas gratificações, mas o dinheiro para licitação aparece. É revoltante”, relata uma servidora indignada.

Mais grave ainda é a omissão da Câmara Municipal de Itaperuna. Os 13 vereadores, eleitos para fiscalizar o Executivo, permanecem calados. Nenhum pedido de esclarecimento, nenhum questionamento público, nenhuma defesa dos servidores ou da transparência.

A indignação cresce entre funcionários e cidadãos que já não acreditam no discurso da crise.
Enquanto o trabalhador paga a conta, o governo soma milhões e o silêncio político vale mais que a voz do povo.

Por Nathália Schwartz

CRISE PARA OS SERVIDORES, FESTA PARA OS CONTRATOS: AS PRIORIDADES DUVIDOSAS DE ITAPERUNA

Nel Medeiros

Nos últimos dias, o Município de Itaperuna voltou ao centro do debate público ao editar um decreto de contenção de despesas. A medida, segundo a administração, busca equilibrar as contas, reduzindo custos e garantindo a “responsabilidade fiscal”.
No papel, parece louvável. Na prática, porém, o discurso não se sustenta diante dos gastos milionários que a Prefeitura insiste em manter — especialmente quando quem paga a conta do ajuste não são cargos comissionados ou contratos vultosos, mas sim os trabalhadores efetivos, que tiveram verbas de gratificações suprimidas.
Enquanto servidores públicos veem seus rendimentos diminuídos, a gestão municipal promove licitações cujo volume financeiro vai na contramão da alegada crise. Um exemplo emblemático é o contrato para coleta de lixo, que chega à casa dos 19 milhões de reais. Em qualquer cidade, lixo é um serviço essencial — mas essa cifra astronômica levanta questionamentos inevitáveis sobre critérios e proporção.
Outro gasto que chama atenção é a licitação de 4 milhões de reais para contratação de agência de publicidade. Em tempos de “aperto”, a prioridade do governo realmente deve ser propaganda institucional? Qual mensagem a Prefeitura quer divulgar — a de que falta dinheiro para valorizar seus servidores, mas sobra para campanhas de comunicação?
E não para por aí. Mesmo com um convênio vigente com o DER, por meio do qual o Estado já fornece a massa asfáltica ao município — ou seja, o insumo básico para recuperação de vias — Itaperuna ainda resolveu licitar a compra de mais massa asfáltica, em valores milionários. Se o produto é cedido pelo Estado, por que tamanha necessidade de gasto público adicional? Falta de planejamento? Interesse em inflar números? Ou simplesmente o velho hábito de gastar quando e onde não deveria?
O cenário expõe uma contradição que precisa ser discutida:
quem realmente está sendo chamado a “sacrificar” em nome do equilíbrio fiscal?
A contenção de despesas parece atingir sempre os mesmos — os trabalhadores que mantêm a máquina pública funcionando, apesar das dificuldades. Enquanto isso, contratos de cifras impressionantes seguem fluindo com uma facilidade que desafia a lógica e a responsabilidade administrativa.
Itaperuna merece transparência. Merece prioridade em áreas que realmente impactam o cidadão.

Merece uma gestão que corte privilégios — não direitos.
Se a crise é real, que seja enfrentada com seriedade e justiça. Caso contrário, estaremos diante apenas de mais um capítulo em que o peso do ajuste recai sobre quem menos pode suportá-lo, enquanto velhos gastos continuam intocados, silenciosos e milionários.

Veja link abaixo mais detalhes dos contratos milionários do governo Jair Bittencourt, Nel e Neto:

Natividade-RJ: Prefeito Taninho Toledo bate recorde de público em Festa do Dia das Crianças

O evento comemorativo ao 12 de outubro surpreendeu positivamente até mesmo os mais entusiastas no município de Natividade.

O prefeito Taninho Toledo como não poderia ser diferente, teve a coragem de realizar o evento em espaço aberto, ao longo da Amaral Peixoto, sem se descuidar da cobertura de tenda para proteger a criançada que brincou, pulou, dançou, se alimentou e ainda foi presenteada. Foram incrivelmente 150 bicicletas , vídeo games, bonecas etc ofertados aos pequenos que literalmente serão o futuro. Dotado de grande sensibilidade social, o prefeito Taninho acompanhou tudo de perto desde a montagem das estruturas até mesmo a limpeza depois do evento. Sem sombra dúvidas esse foi mais um “ golaço” de uma gestão restituindo aos natividadenses o direito de terem um prefeito legitimamente eleito nas urnas e compromissado com o bem de sua gente. O prefeito Taninho vem corrigindo gradativamente os desmandos do desgoverno interino que assolou o município até que finalmente a pena da Justiça ( TSE) ratifica-se com louvor a sapiente decisão da magistrada de 1ª instância, doutora Leidejane Chieza que deferiu o então registro de candidatura de Taninho Toledo que felizmente se sagrou vitorioso, mesmo que tivesse tido de enfrentar grupos poderosos e mal-intencionados com relação a Natividade.

Acompanhemos abaixo alguns dos grandes momentos da gigantesca Festa das Crianças do governo Taninho Toledo em Natividade:

Realmente Natividade tem motivos de sombra para estar VOLTANDO A SORRIR !

Falando em Dia das Crianças, o município de Itaperuna também realizou sua edição e um vídeo chamou muito atenção dos internautas, já que o prefeito Nel Medeiros aparece animado apresentando seus dons artísticos com coreografias inusitadas, muito embora os presentes não parecessem tão animados quanto Nel. Outro aspecto foi a falta do vice-prefeito Jair Neto arriscando os passos com seu parceiro de mandato. Veja pelo link abaixo:

Blog do Adilson Ribeiro constata verdadeira cratera aberta pela Prefeitura de Itaperuna/ RJ

Moradores estariam sem água durante quase esta semana por culpa do governo Jair Bittencourt, Nel e Neto e para piorar uma criança teria caído no buraco que mostra o descaso do atual governo chefiado por Jair Bittencourt. Veja a matéria do jornalista, radialista e blogueiro Adilson Ribeiro pelo link abaixo:

Deputado federal Murillo Gouvêa volta mais uma vez a tribuna da Câmara dos deputados para falar sobre segurança pública em Itaperuna/RJ

O deputado federal itaperunense Murillo Gouvêa voltou mais uma vez a tribuna da Câmara dos deputados federais para falar sobre a crise na segurança pública que vem crescendo no município de Itaperuna/RJ. A cidade registrou no último fim de semana cinco homicídios consumados e uma tentativa em menos de 24 horas.

O deputado que havia feito uma chamada de vídeo com o secretário estadual de Polícia Militar do estado do Rio de Janeiro, coronel Menezes um dia antes e que resultou em uma operação com reforço do batalhão de cães no município, agradeceu ao secretário estadual, bem como ao comandante do 29º BPM, coronel PM Fabiano e ao delegado titular da 143ª Delegacia de Polícia Civil, dr. Carlos Augusto e seus respectivos efetivos pelo empenho na resposta a referida onda de violência. O parlamentar federal ainda cobrou do governador Cláudio Castro o programa “ Segurança Presente” para o interior, bem como outras ações que venham coibir a prática de violência.

Veja o discurso do deputado federal Murillo Gouvêa pelo link abaixo:

Enquanto isso o deputado e secretário estadual Jair Bittencourt em seu terceiro mandato consecutivo continua totalmente emudecido e inerente com relação ao aumento exponencial da violência em sua cidade natal. Jair Bittencourt foi imensamente infeliz ao atribuir o aumento da violência em Itaperuna às faculdades e aos universitários, especialmente os dos cursos de medicina. Reveja o vídeo da fala infeliz de Jair Bittencourt:

O prefeito Nel Medeiros ( afilhado político de Jair Bittencourt e que tem como seu vice o próprio filho do deputado estadual) também permanece calado sobre a crescente onda de violência no município que foi eleito para chefiar. Nel insistiu em realizar o desfile cívico-militar de 7 de setembro sem a presença de duas escolas municipais por conta da insegurança que vem aterrorizando os munícipes. O desfile de Independência em Itaperuna teve sua pior edição neste ano ( aliás seria mais digno em solidariedade aos familiares enlutados das cinco vítimas e por segurança da população suspender o desfile ) em nossa opinião.

Prefeito Nel

Veja pelo link abaixo alguns momentos do trágico desfile de 7 de setembro em Itaperuna/RJ:

Deputado federal Murillo Gouvêa é o único político itaperunense de mandato a se manifestar sobre a crise de violência que assola Itaperuna/RJ

O deputado federal itaperunense Murillo Gouvea utilizou suas redes sociais e postou uma chamada de vídeo que fez com um secretário estadual fazendo solicitação ao governo do estado do Rio de Janeiro para maiores providências com relação ao aumento da escalada de violência em Itaperuna e consequentemente na região Noroeste Fluminense. Não é primeira vez que o parlamentar demonstra preocupação com a situação caótica quem tem amedrontado a população de Itaperuna e região.

Veja pelo link abaixo postagem anterior do deputado federal na tribuna do Câmara dos deputados:

E hoje novamente o deputado federal Murillo voltou a publicar sobre o tema se solidarizando com a população itaperunense como podemos ver pelo link a seguir:

Por outro lado temos o deputado estadual e secretário de estado Jair Bittencourt que em seus três mandatos consecutivos segue alheio ao problema da segurança em Itaperuna, chegando mesmo a atribuir o aumento da violência e da criminalidade em Itaperuna às universidades e universitários, especialmente os do curso de Medicina. Itaperuna é referência na saúde e a fala do deputado Jair Bittencourt demonstra além de seu desinteresse com a população de Itaperuna um verdadeiro desrespeito a todas as universidades e universitários que ainda estão mandando esta cidade de pé, mesmo que o grupo político comandando por Bittencourt ( mentor do prefeito Nel) siga em silêncio enquanto famílias estão sendo vítimas da crescente violência na então pacata Itaperuna de outrora.

Acompanhe a fala infeliz do deputado e secretário estadual Jair Bittencourt:

Cresce a Violência Contra Jovens em Itaperuna: População Denuncia Descaso do Poder PúblicoItaperuna (RJ) — O município de Itaperuna, no Noroeste Fluminense, enfrenta uma crescente onda de violência que atinge, de forma alarmante, a juventude local. Com uma taxa de homicídios que ultrapassa a média nacional, a cidade vive uma crise de segurança pública, marcada por assassinatos não resolvidos, falta de monitoramento e respostas tímidas do poder público.Em 2022, Itaperuna registrou 36 mortes violentas, resultando em uma taxa de 35,6 homicídios por 100 mil habitantes — índice que colocou a cidade entre as mais violentas do estado do Rio de Janeiro. Em 2024, o cenário pouco mudou: até julho, já eram 22 homicídios contabilizados, incluindo casos brutais envolvendo jovens.Entre os casos mais emblemáticos está o de dois jovens, de 27 e 28 anos, assassinados a tiros em menos de 24 horas, em bairros distintos. Em outro episódio recente, três jovens de Itaperuna foram encontrados executados dentro de um veículo, na praia do Sossego, em São Francisco de Itabapoana. Os crimes, além de chocarem a população, permanecem sem solução.A falta de resposta efetiva das autoridades tem gerado indignação entre os moradores, que denunciam o abandono da juventude por parte do poder público. Para muitos, a ausência de políticas de prevenção e o enfraquecimento da atuação policial contribuem diretamente para o aumento da criminalidade.Executivo e Legislativo em SilêncioApesar da gravidade da situação, a atuação do poder executivo tem sido considerada insuficiente. A Prefeitura criou em 2025 a Secretaria Municipal de Segurança Pública, com a promessa de fortalecer a Guarda Civil Municipal e promover ações educativas. No entanto, especialistas e moradores afirmam que a medida chegou tarde e ainda não produziu os resultados esperados.”Não basta colocar a guarda na rua ou fazer palestra em escola. A juventude está sendo assassinada e ninguém é responsabilizado. Isso é reflexo de um abandono estrutural”, comenta um morador do bairro Cehab, que preferiu não se identificar por medo de represálias .O prefeito Nel Medeiros tem sido criticado por sua postura discreta frente ao problema. Até o momento, não há pronunciamentos contundentes nem políticas públicas concretas voltadas especificamente à segurança de jovens e adolescentes em situação de vulnerabilidade.Já a Câmara Municipal de Itaperuna também tem sido alvo de críticas pela omissão diante da crise. Não há registros de audiências públicas, comissões de investigação ou projetos legislativos voltados ao enfrentamento da violência juvenil. A população cobra mais empenho dos vereadores, que, em sua maioria, mantêm silêncio sobre o tema.A Juventude Paga a ContaEspecialistas alertam que a falta de investimento em educação, cultura, esporte e oportunidades de trabalho empurra os jovens para contextos de vulnerabilidade, onde o tráfico de drogas e a violência se tornam presenças constantes. A ausência do Estado, em suas múltiplas formas, amplia a sensação de abandono e revolta nas periferias.“O jovem de Itaperuna está exposto à violência sem qualquer rede de proteção. O poder público está falhando em sua função mais básica: garantir o direito à vida”, afirma uma assistente social que atua em escolas públicas do município.Enquanto o número de vítimas cresce, a cidade se vê acuada pelo medo e pela impunidade. Para a população, é urgente que a violência contra jovens seja tratada como prioridade absoluta, com ações integradas entre governo, sociedade e forças de segurança.Enquanto a violência cresce, a atuação da Câmara de Vereadores de Itaperuna também é alvo de críticas. Não há registro de comissões parlamentares voltadas à segurança pública, tampouco audiências para ouvir a população afetada. Projetos de lei com foco em políticas de proteção à juventude ou prevenção à criminalidade praticamente inexistem no Legislativo municipal.Para analistas e lideranças locais, essa omissão contribui para a continuidade do problema. “O Legislativo tem a obrigação de fiscalizar, cobrar do Executivo, propor soluções. O que temos visto é um silêncio institucional vergonhoso”, afirma um advogado e ativista de direitos humanos que acompanha casos de violência urbana no município.

Por Nathália Schuwartz