Itaperuna: uma cidade sem cultura?

Muitas vezes me ponho a pensar nos motivos que levaram governantes, pessoas de um modo geral a tentarem apagar as lindas marcas de nossa amada cidade de Itaperuna. A primeira Câmara de vereadores de maioria republicana em plena monarquia e que me lembro muito bem o ex-presidente daquela casa, Rogério Garcia fez questão de resgatar e restaurar os livros históricos daqueles longínquos anos de 1889 que estavam abandonados em sacos plásticos ; as fazendas históricas de café que fizeram nosso município tornar-se o maior produtor do grão na década de 1920 inexistem atualmente, ficando apenas na memória de alguns poucos que asseguram também raros registros históricos; os grandes vultos políticos de nossa terra que fizeram-nos reconhecidamente gigantes, hoje muitas vezes tentam ser apagados por aqueles que governam sem amar.

A foto acima retrata a Fazenda Porto Alegre, fundada por José de Lannas Brandão (filho), em 1830. Neste local é que teve o início da formação de Itaperuna! Na década de 1840, passou a denominar-se de Estação de Porto Alegre porque ali foi construída a primeira Estação Ferroviária de Itaperuna. Veja as palmeiras! Em 1989, foi considerada como Patrimônio Histórico e Cultural de Itaperuna ( Lei Orgânica Municipal).

Só restou essa das 20 plantadas ali e hoje, engolida pelas obras de um shopping.


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